O cabelo é uma haste proteica, isto é , feita de material orgânico e que tem algumas características de durabilidade que, muitas vezes, é negligenciada por quem resolve interferir em sua estrutura.

O formato dos fios (liso, encaracolado ou tipo étnico) depende da distribuição da queratina (proteína que dá dureza aos fios) dentro da sua estrutura. Essa distribuição é que vai dar a forma da haste. Quando queremos modificar a forma natural dos fios devemos mudar esta distribuição e para isso lançamos mão de produtos químicos que abrem as cutículas e agem no interior deles.

Nos últimos tempos temos ouvido vários termos como selagem redutora, defrisagem ou escova progressiva. Esta última vem acompanhada de vários adereços, como escova de leite, de chocolate e outros.

Com certeza  você também já ouviu falar de nomes como ácido tioglicólico, hidróxido de sodio, hidróxido de potássio, hidróxido de cálcio, hidróxido de lítio e hidróxido de guanidina, que são princípios ativos que  tem a segurança já comprovada. Todos têm o mesmo objetivo que é a desestruturação das chamadas “pontes de enxofre”, estruturas químicas que mantém o fio na forma que ele tem naturalmente. Depois de quebradas essas pontes coloca-se o fio na posição que se quer e se fecha a cutícula (parte externa do fio ). As concentrações desses produtos variam para cada fabricante do produto final.sendo que cada um pode acrescentar materiais para melhorar a condição do produto.

O importante é avaliar exatamente o que se quer fazer. Quero um alisamento leve e  temporário? Quero acabar com o fizz? Ou quero uma escova definitiva (sabemos que o termo não é exatamente correto pois ela demora mais mas é temporária)?

Cada procedimento vai incorrer em produtos mais ou menos agressivos. Se você tem dúvida sobre a qualidade dos seus fios, opte por procedimentos mais leves como a selagem o a defrisagem. Se você conhece sua cabeleira e tem confiança na saúde dos fios pode pensar na escova progressiva sem riscos.

Em tese não há problemas para se usar nenhum destes produtos se o couro cabeludo estiver saudável, inclusive mulheres grávidas podem fazer  alisamentos. O que ocorre é que esses produtos têm um odor mais forte, o que poderia afetar o sistema digestório da gestante nos primeiros meses, mas eles não penetram no corpo, portanto não teriam influência sobre o feto. Após o segundo trimestre o problema gástrico diminui bem e pode ser feito qualquer procedimento.

Nas crianças até a puberdade os cabelos sofrem muitas influências do crescimento e das alterações hormonais. Do ponto de vista médico só deveria se submeter a um tratamento químico dos cabelos quem tiver 14 anos ou mais, para se evitar danos que podem ser irreversíveis.

O mais importante é saber a origem do produto que se está usando e, nunca, misturar produtos ou ingredientes em um produto acabado, como se ouve falar da adição do formol em produtos industrializados já preparado. Isso pode ser um risco grande aos cabelos.

Com relação ao tempo de intervalo entre os procedimentos de alisamento, o ideal é que se demore entre 3 a 4 meses para não haver nenhum problema.

Existe algum tipo de de fio que nunca deve se alisado? Sim! Aquele fio muito fino e quebradiço, avaliado anteriormente, ou que já tenha história de danos muito graves deve ficar de fora desse processo, sob o risco de quebrar totalmente.

Vale lembrar que todo produto químico pode causar algum processo alérgico, e os alisantes são bem agressivos, isso faz parte da sua função. O couro cabeludo deve permanecer protegido durante a aplicação, e deve-se seguir atentamente as orientações  do fabricante senão pode causar algum dano ao fio, especialmente quando se trata de aplicação como está, dependente de tempo.