O câncer de pele é o tipo de neoplasia maligna mais comum no Brasil e no mundo. Só em 2017, foram diagnosticados mil casos no País, com estimativas de 170 mil para o biênio 2018-2019. Como sua incidência tem aumentado, hospitais e instituições de saúde necessitam de profissionais capacitados para lidar com esse público. E e aí que entra o oncologista cutâneo

Embora o dermatologista possa dar o diagnóstico e o tratamento, só o oncologista cutâneo tem o conhecimento técnico e acadêmico para analisar a fisiologia e a anatomia do tumor, entendendo desde seu surgimento até o tratamento adequado (que pode ser cirúrgico ou clínico). Neste post, você vai saber mais sobre a carreira. Confira:

O que é Oncologia Cutânea?

É a área clínica voltada para o tratamento do câncer de pele. Além da alta incidência de tumores cutâneos no Brasil, estima-se que um milhão de pessoas no mundo também passem pelo problema. A cada década, a ocorrência duplica nos Estados Unidos e quadruplica na Austrália.

O oncologista cutâneo trabalha com campanhas de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento do paciente. É necessário saber desde a fisiologia, histologia e anatomia do tumor até os tratamentos mais avançados e adequados a cada anomalia.

Hoje, os tipos de tumor maligno mais comuns são:

Arcinoma basocelular C (CBC)

É a neoplasia cutânea mais frequente, representando quase 70% das ocorrências. Como o câncer de pele é tem se tornado o tipo mais comum, o CBC é o tumor maligno de maior incidência no mundo.

Da mesma forma que acontece com outros cânceres cutâneos, o carcinoma basocelular ocorre majoritariamente em pessoas de pele clara e com mais de 40 anos, que se expõem de forma intensa e ininterrupta aos raios solares. No entanto, aparece ainda mais em loiros, ruivos, de olhos azuis, verdes ou acinzentados.

A neoplasia inicia-se como um simples caroço de bordas arredondadas em áreas mais expostas à radiação, como pescoço, orelha, face e nuca, até aumentar de tamanho e formar crostas de sangue. Embora possa invadir estruturas profundas e causar mutilações, o CBC raramente entra na corrente sanguínea e forma metástase.

Carcinoma espinocelular (CEC)

É o segundo tumor cutâneo de maior ocorrência, com 20% dos casos. O carcinoma de células escamosas da pele ou epidermoide é causado por uma aceleração na produção de, claro, células escamosas. Embora seja mais frequente nas áreas expostas ao sol, também pode aparecer na região íntima.

É mais comum entre pacientes homens com 50 a 60 anos. É mais agressivo que o CBC, podendo chegar à metástase se não tratado precocemente. Aparece como uma lesão avermelhada, tornando-se um nódulo avermelhado com uma ferida que não cicatriza.

Melanoma

Tem origem na produção exacerbada de melanócitos e ocorre com mais frequência em adultos brancos. Embora represente menos de 3% dos tumores cutâneos, o melanoma é o tipo mais letal. Segundo previsões do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 1547 pacientes chegarão a óbito neste biênio por complicações causadas pelo tumor. Esse número equivale a quase o total da estimativa de mortes causadas pelas neoplasias de pele não melanoma (1769) no mesmo período. Além disso, as chances de metástase são altas.

Nos últimos anos, no entanto, os tratamentos avançados têm possibilitado uma sobrevida após o diagnóstico e a descoberta da metástase. Graças a novos medicamentos, pacientes podem se tratar usando imunoterapia.

Na maior parte das vezes, a cirurgia para a remoção do câncer de pele é ambulatorial e não necessita de internação. No entanto, melanomas em estágio avançado precisam de tratamentos mais agressivos, como quimioterapia.

Hoje, um dos métodos mais utilizados pelos oncologistas cutâneos para analisar se uma mancha ou nevo é um tumor (principalmente o melanoma) é conhecido como ABCD. Usando um dermatoscópio, o profissional vai observar o aparecimento de quatro aspectos:

  • Assimetria: as lesões neoplásicas não têm forma regular, ou seja, arrendondada
  • Bordas irregulares: tumores malignos têm bordas irregulares, sem definição
  • Coloração variada: um mesmo nevo apresenta diferenciados tons, por vezes sem a presença de melanina. Uma lesão benigna tem a mesma coloração em todo o seu corpo
  • Diâmetro: lesões malignas costumam ter mais de 6 milímetros de diâmetro

O que devo fazer para me tornar um oncologista cutâneo?

O oncologista cutâneo é o profissional que está à frente no trabalho de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento do paciente com câncer de pele. Além da graduação em Medicina, ele necessita de outras qualificações. Confira:

Visão humanizada e integrada

O tratamento não pode se limitar ao tumor. Em um momento tão delicado para o paciente, o oncologista cutâneo deve ter uma abordagem humanizada, indo além da simples prescrição de remédios e cirurgia. Essa relação mais próxima entre médico e paciente proporciona maior qualidade no tratamento, além de mais confiança nos resultados.

Outro fator importante é a investigação do histórico do paciente. Ele costuma se proteger dos raios solares? A família tem histórico de neoplasias cutâneas ou de outro tipo? A visão mais ampla resulta no diagnóstico preciso e tratamento adequado.

Experiência cirúrgica

O oncologista cutâneo precisará conhecer tanto procedimentos clínicos (para tratamentos com fármacos) quanto cirúrgicos, para remoção de lesões benignas e malignas. No processo de excisão, por exemplo, o médico remove a neoplasia e um pedaço de pele saudável, chamado de margem de segurança. A experiência com cirurgia propicia a extração correta e uma cicatriz discreta, tornando a experiência menos traumática para o paciente.

Especialização em Dermatologia

É imprescindível que o futuro oncologista cutâneo tenha familiaridade com o maior órgão do corpo. Portanto, experiência prévia, como residência ou especialização em Dermatologia, torna o profissional muito mais apto a entender a fisiologia do tumor e estudar o campo cancerizável.

Os alunos da BWS que cursarem dois anos de Dermatologia podem cursar a pós-graduação em Oncologia Cutânea a partir do terceiro.

Pós-graduação em Oncologia Cutânea

Por fim, o médico que deseja trabalhar na área precisa ter uma especialização certificada pelo MEC. Ela vai promover o conhecimento mais aprofundado sobre as distintas formações da patologia, além de experiência no tratamento e na remoção cirúrgica.

A pós-graduação em Oncologia Cutânea da BWS traz o conhecimento de mestres e doutores com larga experiência no tratamento de cânceres de pele. Além disso, o médico-aluno tem a oportunidade de estudar não apenas as neoplasias mais conhecidas, mas também as raras, como o linfoma de pele.

O oncologista cutâneo sairá apto a trabalhar tanto com procedimentos clínicos quanto operatórios. O que proporciona um acompanhamento do paciente muito mais eficaz, além de uma formação completa. Veja as matérias presentes na grade curricular:

    • Anatomia e fisiologia da pele com ênfase em tumores

 

    • Gênese tumoral – conceito de campo cancerizável

 

    • Tumores de pele não melanoma – conceitos básicos

 

    • Carcinoma basocelular

 

    • Carcinoma espinocelular

 

    • Tumores anexiais

 

    • Terapêutica medicamentosa e instrumentalizada para tratamento dos tumores cutâneos

 

    • Melanoma – conceitos, tipos e diagnóstico

 

  • Melanoma – tratamentos
  • Tumores de pele pouco frequentes

As aulas acontecerão uma vez ao mês: quinta, das 19h às 23h; sexta e sábado, das 8h às 17h. O investimento mensal é de R$ 2690. As inscrições já estão abertas, mas as vagas são limitadas.

Gostou de saber o que é necessário para se tornar um oncologista cutâneo? Quer dar o primeiro passo para entrar nessa carreira? Faça agora sua inscrição na pós-graduação em Oncologia Cutânea da BWS!