Revolucionária para a Oncologia, a dermatoscopia preveniu e otimizou muitos atendimentos para câncer de pele. No entanto, ela também pode ser usada para exame e detecção de outras patologias, como lentigo e queratose seborreica. Por isso mesmo, é uma ferramenta interessante para os dermatologistas.

Como funciona a dermatoscopia? Como o dermatologista pode utilizá-la? Quem está habilitado a trabalhar com o aparelho? Vamos esclarecer suas dúvidas neste post:

O que é dermatoscopia?

É um exame em que o profissional amplia o registro fotográfico ou por meio de lente uma determinada mancha ou nevo para prevenção e diagnóstico de neoplasia cutânea. A dermatoscopia pode ser feita com um aparelho manual ou digital.

Qual a diferença entre a dermatoscopia manual e a digital?

Na dermatoscopia manual, o dermatologista ou oncologista utiliza um dermatoscópio, aparelho que funciona como uma espécie de lente que amplia a área a ser examinada. Ele é portátil e não salva nenhuma imagem, mas pode ser acoplado a máquinas fotográficas digitais, smartphones ou a computadores.

A vantagem do exame manual é que o dermatologista capacitado dará o diagnóstico prontamente. O aparelho tem a capacidade de aumentar a lesão em até 20 vezes. A maioria dos pacientes não necessita passar pelo aparelho digital.

Já na dermatoscopia digital, realizada com um videodermatoscópio, o profissional de Medicina examina, fotografa e documenta imagens do corpo inteiro para posterior exame. Essas fotos serão ampliadas para que o diagnóstico seja mais preciso. Além disso, vão servir para histórico e acompanhamento durante o tratamento.

Como funciona o dermatoscópio digital?

A dermatoscopia digital faz um mapeamento corporal do paciente, porque quem passa por esse tipo de exame tem mais riscos de ter câncer ou tem muitas lesões pelo corpo. O dermatoscópio é capaz de captar imagens que podem ser ampliadas de 20 a 160 vezes; todas elas são salvas e analisadas em um computador.

Deve passar pelo videodermatoscópio quem tem histórico familiar ou prévio de melanoma, múltiplos nevos ou atípicos e aparecimento de efélides (sardas). Esses pacientes costumam ter também pele clara.

A porcentagem de acerto de um dermatoscópio digital é de 97%. Com ele, o paciente livra-se do risco de passar por cirurgias desnecessárias e ainda pode receber o diagnóstico precoce de um melanoma (que tem alta taxa de metástase em comparação a outros tumores de pele).

O dermatoscópio também pode ser encontrado em tamanho compacto. Sua capacidade de aumento pode chegar a 20 vezes o tamanho da lesão original. Ele pode ser acoplado a um smartphone e funciona com um aplicativo, mas não oferece a mesma qualidade de imagem que um videodermatoscópio.

Quem pode trabalhar com dermatoscopia digital?

Para lidar com dermatoscopia, o profissional de Dermatologia deve se capacitar. É preciso fazer um curso voltado ao exame, que vai auxiliar não só no uso dos tipos de aparelho (manual e digital), mas também a examinar e a diagnosticar corretamente. Portanto, o profissional precisa de treinamento para interpretar corretamente os padrões observados.

Há cursos de formação voltados especificamente para a dermatoscopia, que ensinam rapidamente a utilizar os aparelhos e fazer diagnósticos. No fim do treinamento, você já estará capacitado a atuar com dermatoscópios tanto analógicos quanto digitais.

No entanto, existe também a pós-graduação em Oncologia Cutânea, que traz uma formação muito mais ampla no exame, além de mais bagagem para a detecção do câncer de pele de maneira mais precisa. É nesse curso que você vai aprender a analisar os formatos, cores e bordas das lesões com mais profundidade.