Atualmente, as pessoas estão muito mais preocupadas com a saúde e, principalmente, com o envelhecimento. Essa mudança de consciência sobre a importância de buscar um estilo de vida mais saudável, focado na prevenção. A medicina em caráter preventivo vai de encontro com essa tendência, pois busca o equilíbrio do organismo e a qualidade de vida do paciente. A endocrinologia é uma das especialidades que mais pode contribuir para esse movimento por um futuro saudável. Isso porque atende a essa demanda cada vez maior de pessoas preocupadas em manter a saúde em dia, o que inclui equilíbrio hormonal.

Se você deseja se entender mais sobre o assunto, continue a leitura do post:

O que é Endocrinologia?

É a especialidade médica que lida com o sistema endócrino e suas secreções, ou seja, glândulas e hormônios. Ao tratá-los, o especialista reequilibra o organismo do paciente. Por isso, sua atuação é essencial desde a infância até a terceira idade.

O sistema endócrino é formado pela hipófise, tireoide e paratireoides, timo, suprarrenais, pâncreas e glândulas sexuais (ovário e testículos).

Em quais patologias o endocrinologista atua?

Atualmente, algumas das doenças mais tratadas pelo endocrinologista são:

  • crescimento: deficiência ou excesso de crescimento pode significar distúrbios. É o endocrinologista o responsável por indicar o tratamento adequado;
  • aumento do colesterol e triglicerídeos: dieta inadequada e excesso de peso podem provocar alterações no colesterol e nos triglicerídeos;
  • patologias da glândula suprarrenal: insuficiência adrenal, síndrome de Cushing e hiperaldosteronismo, por exemplo;
  • andro e menopausa: a reposição hormonal ameniza o desconforto e os problemas causados;
  • distúrbios da menstruação: o excesso ou a falta de frequência na menstruação pode significar problemas hormonais;
  • distúrbios da puberdade: o desenvolvimento precoce ou deficitário de
    mamas, pelos pubianos e odor axilar é causado por distúrbios hormonais;
  • patologias da hipófise: alterações na glândula podem causar
    mudanças na face, produção de leite fora do período da amamentação, aumento dos pés dores de cabeça e problemas de visão;
  • excesso de pelos: mulheres com hirsutismo (pelos na face), acne ou aumento da musculatura podem estar com alta produção de hormônios masculinos;
  • osteoporose: ao contrário do que possa parecer, a osteoporose é uma patologia endócrina;
  • obesidade: hormônios são cruciais para determinar a predisposição de um indivíduo ao ganho de peso;
  • diabetes: alteração da quantidade de açúcar no sangue pela falta de produção ou ação da insulina;
  • tireoide: alterações na produção de T3 e T4 podem causar hipo ou hipertireoidismo.

Qual a relação entre a Endocrinologia e a mulher?

A atuação do endocrinologista é muito importante para o público feminino.
Da puberdade ao fim da vida, o endocrinologista acompanha a mulher.

Atraso ou sumiço da menstruação, dificuldades de engravidar, menopausa, tireoide e cisto nos ovários são alguns dos problemas que o endocrinologista pode resolver ou atenuar. Em muitos casos, ele vai avaliar se há ou não necessidade de reposição hormonal.

Como um médico se torna endocrinologista?

Porque lida com hormônios, o endocrinologista trata inúmeras patologias e mudanças fisiológicas. Afinal, aliado ao sistema nervoso, o endócrino coordena todas as funções do organismo. Isso acontece graças ao hipotálamo, que é o grupo de células nervosas localizado na base do encéfalo.

Por isso mesmo, a quantidade de pacientes interessados não só no tratamento, mas também na prevenção, só tende a aumentar. No entanto, o número de profissionais ainda é escasso: em 2017, apenas 1,1% dos residentes cursava Endocrinologia.

Após a graduação em Medicina, o profissional que deseja trabalhar com Endocrinologia deve se especializar. Atualmente, há dois tipos de formação: a residência médica e a pós-graduação.

A residência médica em Endocrinologia exige dedicação integral. Isso porque o curso une teoria e prática intensa por dois anos. Como qualquer especialização, você precisa ter dois anos de residência médica antes de se candidatar.

Já a pós-graduação em Endocrinologia também dura em média dois anos, mas as aulas acontecem poucas vezes ao mês. Para quem já atua em Medicina, essa é a escolha mais adequada. Da mesma forma, o objetivo é aliar teoria e prática oferecendo o melhor conhecimento possível.