O aumento da população de idosos e a busca por qualidade de vida alteram significativamente as buscas por determinados ramos da Medicina. Com isso, um dos ramos médicos que mais crescem é o do envelhecimento saudável.

Mas como esse segmento funciona? O que é necessário fazer para trabalhar na área? Você confere as respostas neste post:

O que é envelhecimento saudável?

Nunca vivemos tanto. É a primeira vez na história da humanidade que temos mais idosos do que crianças. São 705 milhões de pessoas acima de 65 anos contra 680 milhões entre zero e quatro anos — e esse número só tende a aumentar.

Hoje, o brasileiro está no ápice de sua expectativa de vida. São 72,5 anos para os homens e 79,4 para as mulheres. O avanço da tecnologia na saúde permitiu mais qualidade e quantidade de vida. Medicamentos, suplementos, prática de exercícios e alimentação adequadas são alguns dos fatores que proporcionaram essa mudança de quadro.

Prevenção

Um aspecto muito difundido é o surgimento de diversas patologias relacionadas ao envelhecimento. De fato, o passar do tempo faz com que o organismo seja mais suscetível a quaisquer patologias, quando comparamos com a juventude.

No entanto, grande (se não a maior) parte dessas doenças aparece porque ainda não há uma cultura de prevenção no Brasil.

Trabalhando na área, você lida com diversas práticas que visam retardar o processo de envelhecimento e oferecer qualidade de vida ao indivíduo. Medicina ortomolecular, reposição hormonal, atividades físicas e nutrição funcional são algumas delas.

Com isso, ele se certifica de manter uma rotina saudável sem que a velhice o impeça de fazer o que deseja ou o mantenha dependente de um cuidador.

Um fator importante aqui é trabalhar não só com a cura, mas com a prevenção de doenças. Isso porque um organismo mais envelhecido tende a ter mais dificuldades de se recuperar.

Como trabalhar com envelhecimento saudável?

Como ocorre com outras especialidades médicas, você deve se especializar para começar a trabalhar com envelhecimento saudável. No Brasil, existem dois formatos de especialização: a residência e a pós-graduação.

No caso da residência, não há uma específica para envelhecimento saudável. Aqui, o mais perto que você pode chegar para atuar na área é optando por Geriatria e Gerontologia. Esse tipo de curso demanda anos e tempo integral. Portanto, não é possível conciliar estudos com trabalho.

Já a pós-graduação em envelhecimento saudável tem a duração média de um ano e não impede que você trabalhe, já que as aulas acontecem poucas vezes por mês. Ela deve oferecer uma grade curricular bem abrangente, que lide tanto com aspectos fisiológicos quanto com as práticas para a qualidade de vida na terceira idade.

Além disso, é essencial conhecer também patologias relacionadas à velhice, como distúrbios do sono, alzheimer e demências.

Antes de escolher sua pós-graduação em envelhecimento saudável, observe se a instituição de ensino oferece um curso aprovado pelo MEC. Além disso, pesquise sobre a infraestrutura do local, experiência do corpo docente e matérias da grade curricular.

Como você viu, o envelhecimento da população é uma tendência mundial — e não seria diferente no Brasil. A pós-graduação em envelhecimento saudável surge para a promoção, prevenção e recuperação das patologias oriundas da idade. Além disso, atua oferecendo mais qualidade de vida ao público idoso.