O cirurgião oncológico trabalha com uma série de procedimentos para a remoção e tratamento do câncer cutâneo. Entre eles, um dos mais conhecidos é a excisão de pele, que remove a lesão e uma parte da epiderme como margem de segurança.

O dermatologista que deseja atuar com cirurgia oncológica precisa conhecer os procedimentos mais executados. Para tal, é necessário se especializar.

Quer entender como é feita a excisão, em quais casos ela é utilizada e como se tornar um cirurgião oncologista? Continue a leitura:

Como é feita a excisão de pele?

A excisão de pele é feita quando há presença de tumores benignos ou malignos. Normalmente uma técnica ambulatorial, a cirurgia é feita sob anestesia local quando as lesões são pequenas.

Antes do procedimento, o cirurgião mede a área que será removida e estabelece uma margem de segurança (de tecido saudável) para se certificar de que o tumor foi retirado por completo. Para tanto, ele analisa fatores como tipo, tamanho e profundidade do câncer. Depois disso, limpa a área e aplica a anestesia.

Com o bisturi, ele remove a lesão e parte da pele ao redor até chegar à camada de gordura. A cirurgia é fechada com sutura para uma cicatrização melhor. No final, esse material deverá ser levado a um laboratório para análise.

Qual a diferença entre excisão de pele e cirurgia de Mohs?

A excisão de pele é a cirurgia padrão-ouro em Oncologia, ou seja, é a primeira opção quando falamos em remoção de câncer cutâneo. A taxa de cura costuma ser de 95%, que pode ser comparada à da curetagem e da eletrodissecção. Ela também é indicada para tumores benignos ou malignos bem delimitados.

Já a cirurgia micrográfica de Mohs é a escolha ideal para tumores malignos, porque é considerada a técnica mais refinada para o tratamento. Nesse caso, o cirurgião remove todo o tumor e preserva o tecido saudável.

Em vez de recortar a pele com o bisturi, o cirurgião remove o tumor por camadas, todas elas observadas pelo microscópio. Portanto, ele só para de retirar quando a pele estiver totalmente livre do tumor. A técnica tem taxa de cura de 98%.

Como o dermatologista pode atuar como cirurgião oncológico?

Para fazer a excisão de pele, a cirurgia de Mohs e demais procedimentos cirúrgicos da oncologia cutânea, o dermatologista deve fazer uma especialização. Então, pode contar com dois tipos: a residência médica e a pós-graduação.

Primeiramente, na residência médica, o profissional pode estudar cirurgia geral e se aprofundar mais nos pacientes oncológicos. Além disso, há também a residência específica para cirurgia oncológica, que exige pelo menos dois anos de residência em cirurgia geral e lida com diversos tipos de tumor.

Já a pós-graduação em oncologia cutânea é voltada especificamente para o câncer de pele, tipo de neoplasia mais comum no Brasil. Portanto, a demanda por esse tipo de profissional é muito alta.

Diferentemente da residência, você não precisa dedicar-se exclusivamente aos estudos, por isso pode continuar trabalhando tranquilamente. A carga horária também é menor, portanto você consegue seu título com mais facilidade.