Você terminou a faculdade e está pensando sobre o que fazer com a sua carreira. Há inúmeras opções de carreira em Medicina, mas você também pode atuar como clínico geral. E então, bate a dúvida: é melhor ser um médico generalista ou especialista?

Embora grande parte dos médicos acredite que a clínica geral seja a melhor opção, essa pode não ser a melhor escolha. Qual a melhor escolha? O que o CFM diz sobre o assunto? Você descobre tudo neste post:

Qual a diferença entre o médico generalista e o especialista?

O médico generalista é aquele que atende atua como clínico geral, lidando com todos os tipos de doenças e pacientes de todas as idades. Ele pode ou não ter especialização em Clínica Geral ou Saúde da Família.

Já o médico especialista é aquele que fez residência ou pós-graduação em uma área mais específica (Pediatria, Dermatologia, Nutrologia) e atua profissionalmente nela.

É melhor atuar como médico generalista ou especialista?

Mesmo que o médico queira atuar como generalista por ter um amplo leque de atuação, o ideal é que ele tenha uma qualificação. Afinal, quase metade dos médicos brasileiros trabalha tendo apenas o ensino superior.

Além disso, o CFM não vê a falta de qualificação com bons olhos, já que isso poderia acarretar um atendimento não tão completo. Um profissional generalista com pós em Clínica Geral, por exemplo, tem muito mais ferramentas para oferecer ao paciente.

Outro fator é que vida do médico exige atualização constante. Isso porque, além de novas técnicas, a tecnologia em saúde se atualiza o tempo todo —tanto para trazer conforto para o paciente quanto para facilitar a vida do profissional. Sem contar as novas descobertas e mudanças de conceitos, que acontecem o tempo todo.

Uma qualificação também auxilia o profissional a ter um leque mais vasto de oportunidades. Além de clínico, ele pode ser cirurgião, gestor, pesquisador e professor.

Quais os problemas de atuar apenas com a faculdade de Medicina?

Além do apontamento do CFM de um atendimento não tão qualificado, ainda há outros problemas. Quanto mais formações o médico tiver em sua área, mais alto será seu salário. O profissional que tem apenas o ensino superior provavelmente terá que atuar em vários ambientes de saúde, pois o salário será menor.

Outro problema é que muitos médicos saem da faculdade sem saber o básico, mesmo depois de passarem pelo estágio. Em 2017 e 2018, 40% dos profissionais que prestaram prova do Cremesp foram reprovados. Veja os dados:

  • 86% erraram a abordagem a pacientes vítimas de acidente de trânsito;
  • 69% não sabiam as diretrizes para medir a pressão arterial;
  • 68% não acertaram a conduta para para pacientes de infarto

Além da capacitação, uma residência ou pós-graduação permite que o profissional revise ou até aprenda técnicas que não foram bem assimiladas durante a faculdade.

Como você viu, entre ser um médico generalista ou especialista, o que realmente importa é ter uma formação complementar. Residência ou pós-graduação vão proporcionar mais chances no mercado de trabalho, além de um ensino mais completo.