A Oncologia Cutânea é uma área em expansão tanto no Brasil quanto no mundo. Como o câncer de pele é o tipo de tumor mais frequente na população, os tratamentos clínicos e cirúrgicos têm avançado consideravelmente.

Quando o assunto é câncer de pele, dois profissionais se destacam nesse meio: o dermatologista e o oncologista cutâneo. O profissional de Dermatologia faz os primeiros exames e dá o diagnóstico. Já o especializado em Oncologia Cutânea tem o entendimento sobre a histologia e anatomia do tumor, tipos de tratamento adequados e acompanhamento antes, durante e após a retirada da neoplasia.

Embora suas atuações sejam distintas, muitos médicos ficam em dúvida na hora de decidir qual especialidade seguir. Se você sofre com essa mesma questão, continue a leitura deste post:

O que é Dermatologia?

É a área médica voltada para a prevenção, diagnóstico e tratamento de enfermidades relacionadas à pele e ao anexo cutâneo. Embora o dermatologista seja muito lembrado pelo cuidado estético (Cosmietria), ele é capacitado para tratar desde acne severa até hanseníase e câncer de pele. Além disso, também é apto para atuar tanto na área clínica quanto cirúrgica.

O profissional de Dermatologia também pode lidar com queda de cabelo e doenças venéreas nos lábios, gengivas, língua e área genital. Como é uma área muito ampla, o médico adquire um conhecimento multidisciplinar.

O dermatologista pode atuar em hospitais e centros cirúrgicos, mas a maior parte do seu trabalho é ambulatorial. Pequenos procedimentos cirúrgicos e tratamentos não invasivos podem ser feitos em seu consultório.

Como se tornar um dermatologista?

Após a formação em Medicina, o profissional deve passar por dois anos de residência médica ou especialização na área. Se o médico preferir a segunda opção, é necessária a aprovação no Exame de Título de Especialista em Dermatologia (TED) da Associação Médica Brasileira (AMB) com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Ao fim da residência/especialização, o profissional deve solicitar o Registro de Qualificação de Especialista (RQE). Somente com esse documento ele é considerado um dermatologista.

Quais as áreas em que o dermatologista pode atuar?

  • clínica e preventiva: prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de patologias de pele e do anexo cutâneo;
  • cirúrgica: tratamentos cosméticos que exigem cirurgia. Conforme dito, como são minimamente invasivos, muitos procedimentos são ambulatoriais. Exemplos: biópsias; remoção de pintas, de cistos, lipomas e tumores; correção de cicatrizes; procedimentos com peelings e dermoabrasão; transplante de cabelo; cirurgia de unhas e procedimentos a laser;
  • cosmiátrica: relacionada aos cuidados estéticos e à manutenção da beleza de maneira respeitosa ao paciente. Ele trabalha no tratamento de dermocosméticos e fármacos para acne, manchas, rugas e para retardar o envelhecimento da pele. O dermatologista só deve indicar algum tipo de procedimento (exemplo: cuidados com a acne) se o paciente solicitar previamente.

Existem também as subespecialidades:

  • Hansenologia: tratamento de pacientes que sofrem com hanseníase;
  • Onicologia: para o tratamento das patologias que acometem a unidade ungueal, como unha encravada, a onicomicose, paroníquia, inflamação e infecção ao redor das unhas, psoríase e líquen ungueal;
  • Dermatopatologia: estudo histopatológico das patologias da pele;
  • Dermatopediatria: estudo e tratamento das patologias cutâneas no público infantil;
  • Dermato-Oncologia ou Oncologia Cutânea, que você verá a seguir.

O que é Oncologia Cutânea?

É a área voltada para o diagnóstico, tratamento (clínico, terapêutico ou cirúrgico) e acompanhamento de câncer de pele.

O oncologista cutâneo conhece a histopatologia e anatomia do câncer, gênese tumoral e campo cancerizável, o que auxilia bastante na hora de escolher a cirurgia ou terapia correta para sua cura. Também tem conhecimento vasto sobre melanoma, o tipo mais agressivo e letal de neoplasia, e de outros tipos raros de câncer, que correspondem a menos de 1% dos diagnósticos.

Enquanto cursa a pós-graduação em Oncologia Cutânea, o profissional aprende também a terapêutica medicamentosa e cirúrgica para lidar com os tumores. Com isso, ele sai apto a receitar fármacos e, principalmente, a retirar a neoplasia e a pele correspondente à margem de risco, o que proporciona muito mais segurança ao paciente.

Da mesma forma que o dermatologista, o oncologista pode trabalhar em hospitais, clínicas ou ter um consultório próprio. Alguns procedimentos podem ser ambulatoriais; outros, em hospitais e centros cirúrgicos. Isso depende do tipo de tumor e, principalmente, em qual fase ele foi diagnosticado.

Como se tornar um oncologista cutâneo?

Para atuar nessa área, é essencial que o médico tenha especialização em Oncologia Cutânea. No entanto, esse curso requer uma boa bagagem de conhecimento prévio por parte do profissional.

Além da formação, o médico deve ter residência ou pós-graduação em Dermatologia. Com isso, ele já tem uma boa base para lidar com as diversas patologias cutâneas, incluindo formação ampla em tumores. A pós-graduação em Oncologia Cutânea trará o conhecimento aprofundado e específico nessa área.

Os alunos da BWS que cursarem dois anos de Dermatologia poderão optar pela pós-graduação em Oncologia cutânea a partir do 3º ano.

Qual o melhor profissional para o tratamento de câncer de pele?

Como você pode imaginar, o melhor profissional nesse sentido é Oncologista Cutâneo. Além de ter toda a bagagem que a Dermatologia proporciona a um médico, o curso traz todos os conhecimentos necessários para lidar com os tumores.

Veja quais conhecimentos o profissional em Oncologia Cutânea tem:

    • anatomia e fisiologia da pele com ênfase em tumores;
    • gênese tumoral, que compreende o início da queratose actínica, e campo cancerizável, que ocorre quando a pele fotodanificada tem chances de apresentar neoplasias;
    • conceitos básicos dos tumores de pele não melanoma: os carcinomas basocelular (CBC), espinocelular (CEC) e queratoacantoma.
    • tumores anexiais, originados nos folículos pilosos;
    • terapêutica medicamentosa e instrumentalizada (cirúrgica ou não) para tratamento dos tumores cutâneos;
  • tipos, diagnóstico e tratamento do melanoma;
  • tumores de pele pouco frequentes, como o linfoma de pele, o carcinoma de células de Merkel e o sarcoma de Kaposi.

Como você viu, a Dermatologia é uma área vasta, que permite várias especializações. Nesse contexto, a Oncologia Cutânea aparece como uma formação específica para lidar com neoplasias de pele, as mais incidentes no Brasil e no mundo. O profissional de Medicina que deseja prevenir, tratar e acompanhar pacientes com câncer de pele deve se aprofundar para oferecer o melhor diagnóstico e procedimentos.

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