O tricologista está ganhando mais espaço na medicina. Hoje, os cursos de pós-graduação em Tricologia permitem que a profissão se popularize tanto entre profissionais quanto pacientes.

Com o fácil acesso às informações por meio da internet, há uma tendência dos pacientes em tentar entender como funcionam os procedimentos e as soluções. Por consequência, essas pessoas tendem a procurar profissionais com mais preparo e conhecimento.

Quando o assunto é a saúde dos cabelos não é diferente. Portanto, antes de mais nada é importante você entender como atua um tricologista. O que esse profissional precisa saber para atuar na área? Como funciona a pós-graduação em Tricologia? Confira tudo neste post:

Como atua um tricologista?

O tricologista é o especialista nas alterações e patologias envolvendo o couro cabeludo. Ele não vai apenas receitar um medicamento para atenuar uma queda de cabelo, por exemplo. Sua função é descobrir o que está fazendo com que os fios caiam.

Embora o cabelo seja formado por queratina morta, o bulbo e o bulge, estruturas responsáveis pela formação do fio, estão vivos e influenciam bastante na formação das madeixas.

É muito comum vermos profissionais de Estética se autodenominarem tricologistas. No entanto, apenas o médico com residência ou pós-graduação em Tricologia tem esse título. Afinal, o trabalho envolve investigação, diagnóstico e receita de medicamentos — procedimentos que só um profissional da Medicina é autorizado a fazer.

Como o tricologista faz o diagnóstico?

As avaliações podem envolver exame de sangue para descobrir se há falta de vitaminas no organismo, já que uma alimentação deficiente atrapalha a produção de queratina.

Mas para investigar uma queda de cabelo severa, o tricologista faz uma microscopia eletrônica do bulbo capilar. Ela é feita por meio de um aparelho que escaneia o couro cabeludo e, com isso, aumenta em oito mil vezes o tamanho do fio.

Dessa forma, o profissional consegue ter um diagnóstico preciso, já que observa bem a estrutura do cabelo e verifica o estágio da queda. Assim, inicia um tratamento voltado especificamente para aquele caso.

Residência ou pós-graduação em Tricologia?

Para se tornar um tricologista, é necessário estudar muito. O profissional deve conhecer bem a anatomia e fisiologia do pelo, o ciclo de crescimento dos fios, patologias, alterações estéticas da haste, tratamentos e medicamentos. Tudo isso envolve também a saúde do couro cabeludo e as reações que os tratamentos podem causar no organismo como um todo.

Para se qualificar, o médico tem duas opções: a residência e a pós-graduação em Tricologia.

A primeira é mais rara e, portanto, mais concorrida. Nesse caso, o médico deve se dedicar por pelo menos dois anos ao estudo integral em uma instituição hospitalar. Para compensar, ele ganha uma ajuda financeira.

Já a pós-graduação em Tricologia ocorre em um determinado período do mês, sem que comprometa sua rotina de trabalho. Além disso, consegue aliar a visão médica com a mercadológica. Dessa forma, ele mostra desde a anatomia do fio de cabelo até recursos de Marketing para atrair pacientes.

Outra vantagem da pós-graduação é que, mesmo tendo um tempo menor de curso, consegue unir teoria e prática nas aulas. Mas para que isso ocorra sem problemas, procure por uma instituição que ofereça infraestrutura adequada, além de professores qualificados e atuantes no mercado.

Como você viu, o tricologista lida com a saúde do couro cabeludo e, para tal, faz uma investigação precisa das causas. Para atuar no segmento, é necessário se qualificar.

Hoje, a Medicina oferece duas oportunidades: a residência e a pós-graduação em Tricologia. Cabe ao profissional analisar qual a mais adequada para o seu perfil.