Com o crescente interesse do público por cuidar da saúde e do bem-estar, também aumentou a procura por atividades de alto rendimento. Hoje, amadores querem ser — e parecer — atletas, e estão procurando ferramentas e substâncias que possam supri-los. Por isso mesmo, nos últimos anos os recursos ergogênicos farmacológicos ficaram muito mais populares.

Aliar a prática de exercícios ao uso de recursos ergogênicos farmacológicos pode trazer resultados surpreendentes. Sabendo disso, médicos têm se interessado muito mais sobre o assunto. Mas qual formação pode qualificar o profissional para indicá-los? Outros profissionais de saúde também podem trabalhar com esses recursos?

Para saber mais sobre essas e outras questões, continue a leitura:

O que são recursos ergogênicos?

São estratégias (substâncias, artifícios, atividades) utilizados para aumentar o desempenho do atleta — seja ele profissional, seja ele amador. São muito versáteis e abarcam uma série de recursos, tanto que são classificados em 5 categorias bem distintas entre si:

  • nutricionais: são os famosos suplementos, divididos entre suplementos nutricionais e alimentos para atletas;
  • biomecânicos ou mecânicos: são roupas, equipamentos e utensílios que têm como objetivo otimizar o desempenho do atleta;
  • psicológicos: estratégias para estimular psicologicamente ou acalmar o atleta durante uma prova;
  • fisiológicos: adaptações fisiológicas para melhorar o desempenho do atleta;
  • farmacológicos: são substâncias que agem simulando o funcionamento de hormônios ou neurotransmissores no organismo.

Mesmo que grande parte dos recursos ergogênicos seja comum no dia a dia, muitos deles necessitam de orientação médica ou de um nutricionista para que possam ser usados corretamente.

Como os recursos ergogênicos farmacológicos atuam?

Como você viu, os recursos ergogênicos farmacológicos atuam como se fossem hormônios ou neurotransmissores do corpo do atleta. Com isso, eles melhoram artificialmente a performance quando incentivam o crescimento dos músculos ou deixam o organismo em constante estado de alerta, sempre pronto para a atividade física.

Apenas médicos podem indicar recursos ergogênicos farmacológicos?

Entre praticantes de academia, é comum que um aluno ou até mesmo o instrutor recomende substâncias farmacológicas com o intuito de aumentar a atrofia muscular. No entanto, isso costuma trazer graves problemas ao usuário.

Recursos ergogênicos farmacológicos podem apresentar riscos caso a utilização seja feita em exagero e sem recomendação médica pode trazer graves efeitos colaterais.

A anfetamina, por exemplo, causa dependência, cefaleia, confusão mental e vertigem. Por isso, só é recomendada para pacientes com TDAH, que usam a substância com recomendação e administração do médico responsável.

Portanto, é imprescindível a recomendação médica antes de sua utilização. Afinal, dependendo da substância e da quantidade utilizada, o uso pode ser considerado doping.

Como o médico pode entender mais sobre o assunto?

A qualificação profissional é de suma importância na carreira médica. Portanto, para quem deseja entender mais sobre recursos ergogênicos farmacológicos, há dois tipos de cursos:

  • Educação médica continuada: mais curto, esse curso de atualização é um intensivo focado exclusivamente nessa classificação de recurso ergogênico. O médico termina conhecendo os diferentes tipos, o que proporcionam ao organismo e seus efeitos colaterais.
  • Pós-graduação em Nutrologia Esportiva: nesse curso, o médico obtém um conhecimento mais amplo sobre todos os tipos de recursos ergogênicos, incluindo o farmacológico. Aqui, ele vai aprender os efeitos de inúmeros nutrientes no desempenho do atleta.